Sempre é tempo de recomeçar

Muitas vezes achamos que tudo está perdido, o sonho acabou e nada mais resta. Porém esquecemos que estamos vivos e por mais que as coisas estejam ruins há sempre um recomeço.
Enquanto houver oxigênio haverá problrmas, e é um bom sinal, pois nos problemas estão os maiores desafios e estes nos fazem sentimos vivos.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

As cores da vida

As cores da vida
Em algum lugar no tempo, um pintor tenta freneticamente pintar o ritmo da vida. Risca na tela o sol esplendoroso, que faz questão de brilhar e mostrar ao mundo que vida continua, apesar dos conflitos pessoais de cada um.
Interrompe os traços do sol para testar novas cores. Tem que ser incríveis, para gravar na tela o olhar da moça bonita que passou. Tarde demais! Ela já passou, e ele não conseguiu guardar aqueles olhos de oceano, ou seriam de céu límpido?
Enquanto ele mistura as cores, busca o tom exato para pintar o céu daquele dia, o vento traz uma nuvem e modifica a paisagem. Deixa o céu para lá. Agora vêm duas crianças de bicicleta. Equilíbrio sobre rodas. É a vida em movimento! Mas qual a cor perfeita? Pensou demais, perdeu a cena, as crianças se foram.
Espera aí, tem um senhor no banco da praça. Ele está só. Quais as cores pintaram seu passado? Ali sentado, sozinho, seu presente parece tão sem cor, tão bege! E seu futuro, será cinza?
Enquanto busca a mistura perfeita, o tom ideal, o dia passa, e o pintor volta para casa com a tela cheia de figuras inacabadas: um sol sem brilho, um olhar indecifrável nos contornos de uma moça, os rabiscos de uma bicicleta e o esboço de um velho que vê a vida acontecer.
De quantos rascunhos construímos nossas vidas? Quantas coisas deixamos de viver plenamente esperando o momento oportuno? Quantas pessoas passam por nossas vidas, e nem nos damos conta da cor dos seus olhos?
A vida é uma paisagem em eterno movimento. Por isso não dá para perder tempo tentando encontrar a cor ideal, o momento certo e a tinta perfeita. O que parece extravagante pode está na medida certa.
A paisagem muda o tempo inteiro, e se não vivemos a cena ao vivo ela muda, e se esperamos o momento ideal, a hora certa, nos tornamos espectadores da vida. E às vezes desse ângulo, a vida pode parecer desbotada demais.

Nair Gevezier 10/05/2017.  

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Viver

Viver

Viver é algo bem absurdo 
É um salto de um trampolim 
É um balé descompassado 
Ao som do bandolim. 

É uma eterna interrogação 
É um não saber o que vem depois da curva
É olhar para o futuro e ter a visão turva.

É a arte da contradição 
É um nunca estar satisfeito 
É buscar a insanidade de uma paixão 
Mesmo temendo seu efeito. 

Nair Gevezier 09/05/2017.

domingo, 7 de maio de 2017

Retrato da infância

Se me pedissem um retrato da infância, descreveria os bolos de terra que fazíamos, e confeitávamos com flores roubadas de alguma jardineira. Também poderia descrever as tardes de domingo, nas quais brincávamos de pique bandeira, ou jogávamos queimada. Comemorávamos, às vezes, brigávamos, até a noite derramar sobre nós o seu véu bordado de estrelas, e cada um procurar o caminho de casa.
Naquela época, ser adulto, ou melhor, gente grande, parecia um tempo tão distante, um espaço enorme a ser preenchido pelo tempo. Mas passou rápido demais! Tão rápido que nem me dei conta quando foi que cresci.
Do dia para a noite, minhas preocupações mudaram, e pouco a pouco foram consumindo meu tempo. Mal acordo na segunda-feira, pisco os olhos..., ops! sexta-feira. A semana passou, o mês passou, o verão foi escaldante, já é outono.
A vida passa rápido demais. Num instante o instante o intervalo entre infância e vida adulta é atravessado. Coisas das quais, até cinco minutos atrás não abria mão, agora já não fazem sentido.
Valorize cada momento, cada sorriso, aproveite o máximo cada gentileza. Porque são essas passagens que compõe a música da sua vida. São desses momentos que a sua história é escrita.

Nair Gevezier 06/05/2017.      

Contradições

Contradições 
Nos tempos de criança, a preservação da fauna e da flora já eram assuntos discutidos na escola. O meio ambiente foi tema de muitas redações minhas. Redações estas que sempre tirava boas notas, modéstia à parte. 
Só que, o que a professora não sabia, nem a minha consciência, era que ao voltar da escola, o alçapão já me esperava, pronto para ser armado e capturar mais um passarinho descuidado. Porque afinal de contas, quem precisava de proteção eram as aves da Amazônia e o mico-leão- dourado, não os pássaros do quintal da minha casa.
Para sorte dos tico-ticos, sempre fui afobada e acabava desistindo da armadilha antes que qualquer ave pudesse cair nela.
Certa manhã capturei um coleiro. Minha felicidade foi tamanha. Tinha mil planos para o bichinho. Troca-lo numa bicicleta, ou vendê-lo para comprar uma?
Não comercializei o coleiro, o passarinho habitou uma gaiola prateada durante dois anos e eu nem mais o olhava. 
Certa noite foi roubado, nunca mais o vi.
Meses depois, após ler "Coração de vidro", de José Mauro de Vasconcelos, jurei para mim mesma que passarinho em gaiola nunca mais. Aprendi duas lições que trago comigo até hoje: 
A liberdade é o bem mais precioso. Poder bater asas e voar, seja lá longe na Amazônia, ou no quintal de casa, é um direito que não deve ser roubado de ninguém. 
Outra lição que aprendi com as prisões da vida, é que querer mudar o mundo e não mudar de atitudes, é a mesma coisa que proteger o meio ambiente em boas redações e engaiolar pássaros no quintal de casa. 
Nair Gevezier 06/05/2017.

domingo, 23 de abril de 2017

Poema sem nome

Mulher que inspira
Idolatrada em todo país
A Spectaculu criou
Por uma juventude mais feliz.
Atriz, cantora, apresentadora
Nos palcos presença forte
Com seu encanto e carisma
Uniu pessoas do Sul ao Norte.
Ritmo perfeito
Vai da comédia ao drama
Nos faz rir, contando piadas
Lacra, cantando Lama.
Inspirou várias gerações
Um talento sem igual
Estreitou relações
Do Brasil a Portugal.
Sensualidade natural
Que faz dela um furacão
Verdadeira mulher fatal
Brilho, talento e explosão.
Atriz de multifaces
O palco é o seu lugar
Atuando ou cantando
Nasceu para brilhar.
Olhar revelador
Diz exatamente, quem é a intérprete, e quem é personagem
Já provou ao mundo por A mais B
Que não está só de passagem
Romance assunto que domina
Saber como ninguém cantar o amor
Explica a alma feminina
Com humor retrata a dor.
Teatro, uma de suas paixões
Música, algo que a completa
Cinema, exercício de pequenos gestos
De toda arte está repleta.
Houve dúvida sobre sua vocação?
Não. Já nasceu atriz
Viver da arte, e pela arte
É aquilo que a faz feliz.      

Nair Gevezier 23/04/2017.
  

sábado, 22 de abril de 2017

O mundo em paz, como seria?

Fico imaginando o mundo em paz
Como seria?
Sem atentados à Europa,

 sem medo do tráfico, sem guerra na Síria?

Assédio, violência... acontecem o tempo inteiro, 
Infelizmente de norte ao sul.
Não bastasse tudo isso
Ainda aparece a baleia azul. 

Queria só por um dia
Não ouvir falar em corrupção.
Queria acreditar só por um momento, 
Que o mundo tem salvação. 

Nair Gevezier 21/04/2017.

Arte, ciência e religião

De tudo experimento um pouco: 
Arte, ciência e religião 
Mas, nenhuma dessas áreas explica 
A loucura de uma paixão. 

A ciência diz que é apenas alteração química 
Para a religião é algo que precisa ser controlado.
No campo da arte, seja ideal ou física, 
A paixão é um objeto que pode ser recriado. 

Nair Gevezier 21/04/2017.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Folha e raiz

Folha e raiz

Viver preso à saudade
Pode tornar-te infeliz
Lembranças são como folhas
O vento leva
Saudade é como raiz.

Mas se deixou saudade, foi bom
É gostoso lembrar
O que foi ruim de algum tempo se apaga
Não vale apena recordar.

Saudade e felicidade
Da mesma árvore, folha e raiz
Sentir saudade é um jeito de reconhecer
Que de certo modo foi feliz.

Lembranças, folhas soltas
Que o vento espalha por aí.
O vento as leva e traz de volta
Para a saudade nutrir.

Nair Gevezier 09/04/2017.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Mudanças

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sexta-feira, 3 de março de 2017

Longe demais para dizer "eu te amo"

Longe demais para dizer “eu te amo”
Uma caravana de artistas mambembes fez uma parada numa pequena cidade, onde a vida das pessoas era muito pequena também.
Uma jovem que se sentia infeliz com a vida que levava com a família se encantou com o mágico e no dia da partida dos artistas resolveu seguir viagem com eles. Ela desejava conhecer o mundo e essa era uma ótima oportunidade.
O dono da companhia relutou, pois era mais uma boca para comer e mal tinham para eles. Mas no final das contas acabou concordando. A jovem muito feliz subiu no caminhão deixando para trás a família, que era tudo o que possuía.
Na primeira parada, numa cidadezinha menor que a sua descobriu que os coelhos que saiam da cartola do mágico precisavam de comida de verdade, faziam cocô de verdade e era ela quem precisava atender a essas necessidades. Descobriu também que antes dos possíveis aplausos que receberia da plateia teria que lavar a roupa dos artistas, carregar água para o banho de todos e cuidar dos animais.
Chegou o tão esperado dia: ia se apresentar como artista, não no espetáculo, mas durante o dia fazendo panfletagem vestida de leão. O calor era escaldante, mas estava feliz.
Cada vez mais longe de casa, cada parada da caravana não durava mais que três dias, o trabalho de levantar e desmontar acampamento já se tornava rotina. E toda rotina se torna cansativa.
Atendendo ao mágico descobriu que este e a bailarina eram mais que parceiros de cena.
E as cidades por onde passavam? De nada tinham de diferentes da sua. Até quando conheceu o mar, viu que seu encanto não era maior que sua imensidão.
Então percebeu que a felicidade, ou a grandeza da vida não estão nos lugares desconhecidos, não estão nas expectativas que criamos sobre pessoas, isso tudo reside em nós mesmos. Nas pequenas coisas com as quais convivemos e de tão perto não enxergamos.
Foi aí que sentiu saudade de casa, da família, do quintal o qual reclamava tanto para varrer. Percebeu também que nunca tinha dito “eu te amo”, aos pais, aos irmãos. Estavam ali o tempo todo e ela nunca os viu, precisou que um mágico a iludisse para enxergar a verdade.

Muitas vezes temos a felicidade tão perto, mas tão perto que não a enxergamos, e quando nos damos conta já estamos longe demais de casa, aí já é tarde para dizer “eu te amo”.            

Nair Gevezier 03/03/2017.

Crise

Crise

Crise,
O que mais ouço falar
Sons e poetas me distraem
Tento esquecer as contas para pagar.
Crise,
Difícil de rimar
Queria poder na música me exilar
E só reaparecer
Quando tudo terminar.
Crise,
De quem é a culpa?
Minha que gastei demais?
Sua, porque não soube votar?
De todos?
Será que não dá para voltar atrás?
Crise,
Palavra de som duro
Uma minoria levando vantagem
E a maioria pagando com juro.

Crise,
Será que dá para mudar a situação?
Será que o país ainda tem jeito?
Ou já caiu na aceitação?
Nair Gevezier.

Só por um instante

Só por um instante

Queria te propor
Esquecer a exatidão
Deixar de lado alguns detalhes
Impostos pela razão.
Só por hoje
Vamos sair desse quadrado
Esquecer das coisas práticas
E só querer amar e ser amado.
Esquece o aluguel
Esses compromissos tão fatais
Só por hoje
Vamos viver o prazer das coisas mais banais.
Nair Gevezier.

quinta-feira, 2 de março de 2017

E tudo se acaba...

E quando tudo acaba

Paixão esgotada
Peito vazio
Sensação de abandono
Olhar frio

Paixão intensa
Devastadora como um furacão
Chega abalando tudo
Desestabiliza o coração.
Parece que vai ser para sempre
Que nunca vai acabar
Do dia para a noite o fogo se aplaca
Deixando um vazio no lugar.
Para uns dura mais a sensação
Para outros: "sonho de uma noite de verão "
Quem fica curado primeiro não se importa
Com quem continua na ilusão.

Nair Gevezier.

Paixão, ah paixão

Paixão, ah paixão...

Paixão fogo que queima
Dilacera, arrebenta correntes
Aquece o peito dormente
Peito que agora vibra, sente.

Paixão ardente
Peito em chamas
Razão ausente
Emoção derrama.

Paixão doença que não quer cura
Derruba a razão, esconde a lógica das coisas
Só o ser amado procura.
Paixão doença que a alma consome
O corpo lateja
A vida festeja
A noite é insone.

Nair Gevezier.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

E se Tieta voltasse...

E se Tieta voltasse...
Acabo de assistir aos 11 DVDs da novela Tieta, lançados pela Rede Globo.  Ainda sobre o efeito Tieta na minha vida, fico imaginando como seria se a personagem título retornasse hoje para o Agreste? Como estaria o fim de mundo 27 anos depois do seu primeiro retorno?
Provavelmente Sant’Ana do Agreste já teria sinal WI-FI grátis para toda a população, o complexo turístico idealizado por Ascânio e concretizado por Leonora, levara a cidade direto para o século XXI.  Conectados com o mundo os habitantes da cidade desfrutam de redes socais, compartilham suas opiniões com pessoas de todos os cantos do planeta e Tieta, ilustre filha da terra, tiraria selfies com todos na sua chegada.
Em Mangue Seco também poderia ter um spa de altíssimo nível, onde pessoas de vários lugares cuidam da beleza num local de clima agradável e paisagem tranquila: “um paraíso na terra”. O comércio vendendo todas as marcas, estilistas e modelos famosos negociando com “as mulheres do Agreste”, seus modelos exclusivos que são o maior sucesso.
Imagino também, bem lá na intimidade dos meus pensamentos mais secretos, que Tieta, mesmo sem saber, levou de Sant’Ana do Agreste uma lembrança da última vez que fez amor com Osnar. Ela pode ter viajado grávida da sua última aventura amorosa em Agreste, e só descoberto em São Paulo. Como já havia aberto mão de seu amor, resolveu não dizer nada, deixa-lo ser feliz com Carol, afinal ela era Tieta do Agreste, e poderia muito bem criar uma filha sozinha. Eu disse filha? É disse, gosto da ideia dessa criança ser uma menina, que volta agora com a mãe para a terra onde foi concebida, para conhecer suas raízes e saber quem é seu pai.
Sempre que assisti Tieta, e mesmo depois de ler o romance de Jorge Amado, jamais consegui entender porque a personagem título nunca teve filhos. Na novela exibida pela Rede Globo, em diálogo com a amiga Carmosina, ela diz que nunca quis. Não querer filhos morando em São Paulo e aprendendo a se defender da vida é uma coisa, mas antes no Agreste quando era uma cabritinha solta vivendo a vida, sem poder escolher, ter ou não ter filhos, como as cabras, se nos dias atuais, com todo tipo de informações adolescentes engravidam ‘sem querer”?   
Nessa trajetória, Luísa, sim Luísa é um bom nome, vai descobrindo a história de sua mãe, seus amores, seus sucessos, seu reencontro consigo mesma no decorrer de uma vingança que aparentemente não aconteceu, mas que foi em grande estilo.
Talvez Ricardo, no meio de uma crise no seu casamento com Maria Imaculada, se apaixone pala prima, assim como se encantou pela tia.
Leonora Cantarelli, com três filhos, é uma bem sucedida empresária, e com o passar dos anos ninguém se lembra mais que ela era uma herdeira rica, filha de comendador. Só Ascânio sabe de seu passado. Teme um pouco que com a volta da mãezinha, que os filhos queiram saber mais sobre a vida da mãe e seu passado paulistano.
Mas por que será que Tieta voltou para a cidade tanto tempo depois? A pergunta é a mesma da primeira vez. Na minha humilde opinião, com fantasmas do passado rondando seus sonhos: Zé Esteves tangendo as cabras, a Tieta Cabrita pastora de cabras, que se divertia nas dunas de Mangue seco, Perpétua do além querendo revanche. Sendo assim, Tieta percebe que chegou a hora de voltar para Sant’Ana do Agreste, é chegado o momento de revelar a Osnar que eles tiveram uma filha, rever seus amigos, principalmente Carmosina que vive feliz com Gladistone e a filha Vitória.
Carmosina é a única pessoa da cidade que sabe o real motivo da volta da amiga, assim como da outra vez, e se preocupa com isso.
Vitória, filha de Carmô, diferente da mãe é namoradeira, tem um restaurante de comidas típicas na cidade. Herdou o talento da avó para a arte da culinária. Devido ao advento da tecnologia é muito amiga de Luísa, apesar da distância.
Voltando a falar de Luísa, esta é uma renomada estilista. Possui uma famosa grife em São Paulo: Madame Antoainete , uma maneira de homenagear a mãe e mostrar o quanto se orgulha dela. Em sua estadia em Agreste, inspirada nas belas paisagens decide criar uma coleção moda praia: Tieta do Agreste.
Sant’Ana do Agreste pode ser ” o primeiro mundo no fim do mundo” , mas uma coisa não mudou: A hipocrisia das pessoas, os preconceitos. O mundo apesar de toda evolução tecnológica, continua igualzinho a 1989. Nada, ou pouca coisa mudou.
E assim, naquela época Tieta se vingou em grande estilo: na hipocrisia das pessoas. Estas preferiram fechar os olhos à verdade e se deitar na cama de dinheiro feita pela heroína.                      

Nair Gevezier, 10/01/2017.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Lá vem ela

Lá vem ela

Lá vem ela
Alegrando a mocidade
Encantando a Portela
É só felicidade
Desfilando na avenida
Glamour e humildade.
É Carnaval,
Mas para ela
Brilhar é normal
Nos palcos, na música, ou na tela
Sua luz é natural.
Estrela por natureza
Já nasceu atriz
Marisa, mulher que inspira
Deusa, musa, Imperatriz.
Poderia ter sido destaque
Da Mocidade, Portela, ou Beija- flor.
Mas vibrou e iluminou com os Capoeira
O bloco do seu amor.

Quando sobe no palco
É uma aparição
Marisa Orth, artísta completa
Musa, rainha e nossa inspiração.
Nair Gevezier.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Politicamente Correto

Politicamente correto
Diga!
Não diga!
Essa palavra não pode!
Antes de dizer pense,
Melhor, não diga!
Apenas siga!

Siga o manual
Fale apenas o que ele diz!
Favela não, comunidade
No vocabulário atual
É sinônimo de passividade.

Trocam o nome das coisas
Suavizam a realidade
A pobreza, a violência continuam
Chamando de favela, ou comunidade.

Muda-se o nome das coisas
Melhora a “aparência”?
É certo?
A palavra nova atende ao politicamente correto
Mas não cura a carência.

Podam o vocabulário para não ofender
Pois é.
Cortam palavras, cortam termos
Cortam até a “cabeleira do Zezé”.
Nair Gevezier








quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Crônica do desemprego

Crônica do desemprego
Há dois meses desempregada, vou até à prefeitura de uma pequena cidade falar com o prefeito. Quem sabe não estão precisando de alguém com o meu perfil profissional?
Na recepção lotada, vejo jovens mães com 3, ou mais filhos, mulheres de meia idade que precisam realizar exames mais complexos e a secretaria de saúde não pode liberar, então vão falar diretamente com o prefeito.
Sentada lendo um romance enquanto espero, percebo uma mãe com um bebê no colo, olho em volta e ninguém cede o lugar, chamo sua atenção: “moça, pode sentar aqui.” Ela agradece sentando. Agora de pé com currículo em punho aguardo minha vez.
É muito comum nas pequenas cidades (creio que nas maiores também), políticos se elegerem na base da troca de favores: o candidato pede apoio de determinados grupos dentro da comunidade e em troca emprega pessoas indicadas por determinados membros desse grupo. O famoso QI, quem indicou; quatro anos depois muda o governo e várias pessoas ficam desempregadas. Meu caso.
Saio da entrevista sem muita esperança. Na saída atravesso a recepção ainda lotada, quantos pedidos, quantos favores cobrados naqueles olhares que esperam uma ordem do prefeito para que seu exame seja autorizado, ou querem de volta o cargo perdido? ”pois existem muitos na fila e o meu caso é urgente, não posso esperar. Por isso Sr. Fulano conseguiu essa hora para mim”, “eu era funcionária da prefeitura, trabalhava direito, mas daí mudou o prefeito...”
E assim a história política do Brasil vai sendo escrita. Um candidato favorece um grupo, esse grupo o elege a base de favores pessoais e ninguém pensa no povo. O candidato quando eleito esquece que está naquele cargo representando o povo, e o povo esquece de si próprio quando prefere resolver um problema imediato elegendo um representante em troca de um favor.
Chegando em casa fui para a internet. Enquanto não consigo trabalho e ainda posso me manter conectada, assisto Bye bye Brasil, me impressiono em ver que 37 anos depois de seu lançamento, o país não mudou quase nada sua situação de pobreza. E o povo brasileiro agora mais de nunca vive como os artistas da Caravana Rolidei, fazendo o que pode para sobreviver.   
Nair Gevezier 22/02/2017.   



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

E a ocasião fez a paixão

E a ocasião fez a paixão
Para ele era tudo descoberta
Para ela brincadeira, talvez
No corpo dele sinais de alerta
Ela sentia-se como se fosse a primeira vez.
Mas era proibido
Um amor que jamais poderia acontecer
Tentaram se afastar
Pois ninguém iria entender.
Ele puro, inocente
Ela ardente, mas incapaz de amar...
Enredados por uma paixão
Que nada seria capaz de aplacar.
E a paixão se realizou
Pouco a pouco os consumia
Ela sabia que não era certo
E mesmo assim, o seduzia.
Um dia o sonho acabou
O que era bonito se partiu
Só restou uma vaga lembrança
Do que cada um sentiu.
O amor só dura o tempo que é justo
Começa e termina numa distração
Quase sempre é a mesma história
A ocasião faz a paixão.
Nair Gevezier.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Simbologia do Lenço

Simbologia do lenço
Completamente envolvida pelo clima de Tieta, que invadiu as redes sociais nos últimos dias, devido sua reprise, sou impulsionada a fazer minhas considerações.
Apaixonada pela trama de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzson e Ricardo Linhares, inspirada no romance de Jorge Amado, sempre assisto com avidez a todas as cenas. Detalhista que sou, a primeira coisa a qual observo é a ligeira semelhança entre as atrizes que dividem a personagem título: Cláudia Ohana e Betty Faria. Ambas tem sorrisos e olhos parecidos. Os olhos podem ter tido auxílio de lentes, não sei, mas o sorriso. Escolha perfeita!  
Mas o principal detalhe que desperta minha atenção e me faz perder horas comparando cenas é o lenço. O bendito lenço o qual Tieta “ganhou” do mascate quando este a fez mulher nas dunas. O lenço de seda com o qual cobre a cabeça quando é expulsa do Agreste.
Ao retornar à cidade natal vinte anos depois, num carro esporte esbanjando luxo e sensualidade,” vestida para matar”,   Tieta usa para cobrir os cabelos o mesmo lenço de seda em tons de vermelho e coral. Ela pode ter optado pela peça para combinar com o figurino, pode ter comprado outro muito parecido, porque afinal de contas, vinte anos passando por todo tipo de dificuldades até ser tornar rica e poderosa o lenço não suportaria.
Outra cena importante do folhetim onde o acessório brilhou foi quando Ricardo e Tieta fizeram amor pela primeira vez nas dunas. Aí não teve jeito: o lenço foi levado pelo vento forte de Mangue Seco.
Se foi proposital ou não, a escolha dessa peça do figurino para cenas tão significativas na trama, não sei, mas gosto de pensar que sim. Gosto de acreditar que o lenço usado por Tieta nas cenas acima citadas é o mesmo, e que o autor tinha uma intenção por trás disso. Tieta sempre gostou de coisas finas e o lenço de seda que a seduziu e a fez seduzir o mascate simboliza que fora feita para o mundo e que Sant’Ana do Agreste era pequena demais para sua beleza e sede de viver.
Tieta também é simbolizada pela luz elétrica, pois é graças à ela que a energia chega para iluminar a cidade. Cidade esta que tem a rotina transformada depois de sua chegada.

Ao fim do último capítulo, uma tempestade de vento soterra a cidade, e eis  quem surge para o “The end”: ele mesmo, o lenço tão caro à Tieta é trazido pelo vento e fecha a tela de fim.      

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A pequena escritora

A Pequena Escritora
Sentada aos pés da cama, a menina escreve desesperadamente, pois sonha se escritora. Ela escreve sobre coisas que vê, coisas que sente e aos poucos seu livro vai nascendo.
A menina não sabe ainda se um dia alguém vai ler seus escritos, mas ela escreve. Mesmo sem saber direito o que dita a gramática, vai tecendo seus textos, não se importando com a sintaxe das orações, com as vírgulas que surgem instintivamente.
Nos seus cadernos mitos e lendas, sonho e realidade se confundem. A menina escritora é a própria princesa da sua história, é também o herói que salva a cidade. Um pouco da sua realidade se desenrola no brotar  das palavras: o vilão muito malvado que aprisiona a princesa pode ser aquele pai que não deixa a coleguinha brincar fora de casa e nem receber  amigos. Será que a menina muito quieta e meio sem graça, que se torna uma linda odalisca, é aquela mesma garota que fica sempre sozinha no seu canto durante o recreio, porque é considerada esquisita pelos colegas? E o assustador meteoro que ameaça cair sobre o planeta e destruir tudo, será que a prova de matemática para a qual ela não estudou, porque se distraiu escrevendo?
Misturando sonho e realidade a menina perde a noção do tempo e muitas folhas de caderno.  Se alguém vai ler, ela não se importa; se atende ou não as regras da gramática, ela também não se importa; ela só quer ser escritora, mas isso ela já é...  

Nair Gevezier 19/01/2017.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Sensibilidade da memória

Sensibilidade da memória
Estranha e surpreendente essa capacidade da mente humana chamada memória. Ela não é apenas uma função cognitiva comandada por uma região do cérebro, é uma função acima de tudo sensorial.
Quem nunca em algum momento da vida, foi transportado para a infância ao ouvir uma palavra a qual a avó usava com frequência?  Memória auditiva, os ouvidos são sensíveis a determinados sons e certas palavras podem trazer de volta doces ou amargos momentos da vida.
E o cheiro do bolinho de chuva, da pipoca quentinha saindo da panela nas tardes chuvosas, as quais não podíamos brincar lá fora? Do mesmo modo que o bolinho Madaleine leva Proust aos anos da de sua infância “Em busca do tempo perdido”, somos lançados a nossa infância de traquinagens, onde só os bolinhos de chuva e a pipoca nos impediam por alguns instantes de chafurdarmos na lama, numa deliciosa e saudável brincadeira.  
Quem nunca teve uma lembrança antiga despertada por um perfume, um gesto, uma palavra que seja, não tem saudades. E saudade é tão bom...
Ao arrumarmos as gavetas para a entrada de um novo ano, demoramos mais tempo que a correria do dia a dia nos permite, vendo antigas fotos, ou nem tão antigas... e nos damos conta que o tempo passou rápido demais. Lembramos do momento o qual aquela foto foi tirada: “parece que foi ontem”.
O tempo passa cada vez mais depressa, e não devemos deixar que essa pressa para chegar a lugar algum destrua a sensibilidade da memória. Afinal, a memória é uma capacidade tão fantástica que pode ser guardada e despertada pelo nossos cinco sentidos. E até pelo sexto: o da intuição.
Em tempos confusos como os de agora, vamos preservar nossas memórias, para quando o futuro ( que chega cada vez mais adiantado), for presente, tenhamos momentos bons guardados, mesmo que pequenos.


Nair Gevezier 11/01/2017.      

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Romance Vol. III, agora vai


Romance Volume III, Agora vai
Num formato moderno e com muito bom humor a estrelíssima Marisa Orth nos brinda com o espetáculo Romance Volume III, Agora Vai. O show é uma continuação do primeiro de muito sucesso: Romance Volume II, onde a atriz discute com humor e música um tema muito complexo: relacionamentos.
O primeiro show já nasceu volume II, pois dá a ideia que o romance anterior não deu certo, então a fila andou. Porém no andar da carruagem, ou melhor da fila, houve momentos bons, então música de quem está por cima: Minha fama de mal, The best, depois vem o pé na bunda e quem estava no topo, chafurda na Lama e por aí vai.
Em 2014 Marisa volta com estrelar seu espetáculo com o título Romance Volume III, Agora vai e é sucesso total.  

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Furacão Marisa


Se os furacões tem nome de mulher, aqui no Brasil um muito especial é conhecido como Marisa. Versátil e carismática Marisa Orth, mais uma vez nos brinda com seu talento numa divertida e emocionante personagem, em Haja Coração, nova trama das 19:00 horas.
Desde do dia 31 de maio, os fãs desta espetacular atriz não desgrudam os olhos da telinha, para acompanhar de perto, as aventuras de  Francesca , uma feirante italiana cheia de fibra, que encanta o público com sua família barraqueira, mas cheia de amor. A atriz agora vive uma mulher do povo, batalhadora, que luta para cuidar da família.
Além das gravações da novela, Marisa está nos palcos com o musical "Mulheres à beira de um ataque de nervos", uma adaptação do texto de Pedro Almodóvar, reescrita e dirigida por Miguel Falabella.
As multifaces da atriz já são conhecidas do público, ela canta, apresenta, representa, arrasa em tudo o que faz. faltam elogios para adjetivar este furacão chamado Marisa Orth. Esta atriz cativante que sempre consegue nos surpreender, nos emocionar e nos fazer rir.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Amor e poesia

Amor e poesia

Amor, habilidade inata
poesia, tarefa humana
paixão, fogo que ataca
arrebata de forma insana.

O homem não aprende a amar
já nasce com essa vocação
O poeta imortaliza o amor em seu versos
ou nas notas de uma canção.

Amor: dádiva universal
Poesia: missão e providência
Se o amor é carnal,
a poesia é eloquência.

Nas letras das canções,
poucos amores deram certo.
Quase todos cantam drama:
o amor sempre acaba
e o poeta versa a lama.

Nair Gevezier, 23/03/2016.
 
Segue uma entrevista da atriz Marisa Orth par a a revista Playboy, edição 276, ano XXIII, julho de 1998. Vale a pena ler.
Segue uma entrevista da atriz Marisa Orth, concedida à Revista Playboy em julho de 1998. Quase um ano depois de ter sido capa da mesma revista a estrela fala sobre sua carreira, políca e assuntos do cotidiano. Tudo isso com humor e muita inteligência.

domingo, 22 de maio de 2016

Devaneio noturno

Noite escura
cama vazia
madrugada dura
manhã fria

Por pior que a noite seja
o Sol sempre vai nascer
A sua volta a vida festeja
o tempo não para de correr

Noite, solidão intensa
manhã, certeza do presente
quem está sozinho pensa
no amor que está ausente.

Um instante juntou
a vida dividiu
foi bonito, mas passou
o amor que nunca existiu.
 Nair Gevezier 20/05/2016.

Efemeridade

As estrelas a noite coroa
à espera do dia que vai chegar
por mais que as feridas doam
o Sol não deixará de brilhar.

As horas correm
o mundo gira
uns nascem, outros morrem
quem é "normal" pira.

Num instante tudo muda
o ponteiro não pára de girar
sensação de vida curta
que a qualquer momento vai parar.

Veloz como a luz
é o tempo que voa
Num instante te seduz
e lá se foi a sensação boa.

Nair Gevezier.

Obra inacabada

"Uma coisa inacabada, é assim que eu me vejo". Ouvi a espetacular Marisa Orth dizer, isso num programa de tv e de cara me identifiquei com a auto-análise da atriz.
Analisando minha personalidade, descubro que já fui várias e nenhuma ao mesmo tempo. Fui madura quando era apenas uma menina, infantil quando devia ser madura, fui CDF disfarçada de popular, popular para disfarçar meu desencaixe, Já fui de tudo um pouco: hippie, "clubbe", emo, Peterpan sempre alimentando minha fantasia de não crescer e encarar a vida.
Atualmente todos os meus EUs se chocam, numa disputa para ver quem leva a melhor: a garota legal, nerd, meio rock in roll, a menina irônica, disfarçada de engraçada com a qual as pessoas riem e da qual as pessoas riem; sem falar na pessoa atrapalhada e estabanada que faz parte do meu estilo em qualquer papel que eu assuma.Tudo isso num mesmo tempo e num mesmo espaço: o decorrer da minha vida e o meu corpo, que abriga todas essas pessoas confusas e que uma mulher fatal, a qual eu sempre desejei ser.
Não sei o que sou, uma pessoa atrapalhada com medo de crescer e encarar a vida como ela é, ou uma mulher fatal, nerd e irônica escondida numa menina engraçada estilo rock in roll. Enfim sou uma coisa inacabada procurando meu lugar no mundo.  

Obra inacabada

"Uma coisa inacabada, é assim que eu me vejo". Ouvi a espetacular Marisa Orth dizer, isso num programa de tv e de cara me identifiquei com a auto-análise da atriz.
Analisando minha personalidade, descubro que já fui várias e nenhuma ao mesmo tempo. Fui madura quando era apenas uma menina, infantil quando devia ser madura, fui CDF disfarçada de popular, popular para disfarçar meu desencaixe, Já fui de tudo um pouco: hippie, "clubbe", emo, Peterpan sempre alimentando minha fantasia de não crescer e encarar a vida.
Atualmente todos os meus EUs se chocam, numa disputa para ver quem leva a melhor: a garota legal, nerd, meio rock in roll, a menina irônica, disfarçada de engraçada com a qual as pessoas riem e da qual as pessoas riem; sem falar na pessoa atrapalhada e estabanada que faz parte do meu estilo em qualquer papel que eu assuma.Tudo isso num mesmo tempo e num mesmo espaço: o decorrer da minha vida e o meu corpo, que abriga todas essas pessoas confusas e que uma mulher fatal, a qual eu sempre desejei ser.
Não sei o que sou, uma pessoa atrapalhada com medo de crescer e encarar a vida como ela é, ou uma mulher fatal, nerd e irônica escondida numa menina engraçada estilo rock in roll. Enfim sou uma coisa inacabada procurando meu lugar no mundo.  

sábado, 4 de outubro de 2014

Fica comigo esta noite?


Fica comigo esta noite



Fica comigo esta noite!
Para que tenhas liberdade
para que vivas sem amarras
e possa amar de verdade.

Fica comigo esta noite!
E tudo se transformará em poesia
deixa eu ser feliz por um instante
antes de mergulhar na minha vida vazia.

Fica comigo esta noite!
Para que eu possa me libertar
da dor de viver no vazio
no vazio de te amar.

Fica comigo esta noite!
E acredite que ainda pode ser perfeito
todo o desejo proibido
a que nós temos direito.

Fica comigo esta noite!
Esquece o mundo lá fora
depois siga seu rumo
e eu, para sempre vou embora.

Nair Gevezier 26/09/2014.

Gramática do amor

Boa noite!

Estranho e maravilhoso o hábito da comunicação. Eu só conhecia o básico da Língua Portuguesa: sabia os sinais de pontuação os quais a escola nos ensinam quando somos alfabetizados; mesmo assim consegui falar de amor. Não amor chavão que a gente escuta por aí, nem um amor carnal, eu falei do amor Ágape, aquele amor universal, incondicional,  que só Cristo conseguiu sentir pela humanidade.
No ano de 2000, participei de um festival de poesias cujo tema era o amor. Não o amor carnal, mas sim o amor fraternal. Para minha surpresa consegui falar de amor de uma forma universal, um profundo amor pela humanidade. Não especifiquei o amor da mãe pelo filho ou vice-versa, não falei de  amor de adolescentes, apenas falei de amor, e deu certo: venci o festival em primeiro lugar e me apaixonei pela escrita.
Mais tarde me decepcionei e não consegui mais escrever. A Gramática Normativa impõe regras, nos corrige de tal forma inibindo talentos. Para escrever é preciso amor pelas palavras e este ao contrário daquela, não dita regras, seja de que maneira for, apenas flui e deixa acontecer. Assim poderia ser a escrita... naturalmente.

Nair Gevezier 25/09/2014.    

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Tem muito tempo que não passo por aqui, mas quero o blog e conseguir seguidores, ou melhor leitores para as minhas publicações. Obrigada! Até a próxima.

domingo, 18 de novembro de 2012

Poesia: aconchego para a alma.

A poesia nos acaricia a alma, assim como a literatura nos leva para lugares distantes que só o pensamento pode alcançar.
Quem lê uma poesia todo dia, com certeza  torna-o  mais feliz!