"Uma coisa inacabada, é assim que eu me vejo". Ouvi a espetacular Marisa Orth dizer, isso num programa de tv e de cara me identifiquei com a auto-análise da atriz.
Analisando minha personalidade, descubro que já fui várias e nenhuma ao mesmo tempo. Fui madura quando era apenas uma menina, infantil quando devia ser madura, fui CDF disfarçada de popular, popular para disfarçar meu desencaixe, Já fui de tudo um pouco: hippie, "clubbe", emo, Peterpan sempre alimentando minha fantasia de não crescer e encarar a vida.
Atualmente todos os meus EUs se chocam, numa disputa para ver quem leva a melhor: a garota legal, nerd, meio rock in roll, a menina irônica, disfarçada de engraçada com a qual as pessoas riem e da qual as pessoas riem; sem falar na pessoa atrapalhada e estabanada que faz parte do meu estilo em qualquer papel que eu assuma.Tudo isso num mesmo tempo e num mesmo espaço: o decorrer da minha vida e o meu corpo, que abriga todas essas pessoas confusas e que uma mulher fatal, a qual eu sempre desejei ser.
Não sei o que sou, uma pessoa atrapalhada com medo de crescer e encarar a vida como ela é, ou uma mulher fatal, nerd e irônica escondida numa menina engraçada estilo rock in roll. Enfim sou uma coisa inacabada procurando meu lugar no mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário