Ela
é linda, parece uma divindade, com seu talento e carisma me conquistou para o
resto da vida.
Há
uns meses atrás tinha eu a pretensão de escrever uma série de textos falando
das divas que me servem de exemplo e inspiração na vida. Cheguei até tecer dois
falando de Betty Faria e Aracy Balabanian, o próximo seria dedicado à Marisa
Orth, pois é, seria, mas travei. Travei totalmente, não consegui encontrar
palavras que pudessem contar a história dessa estupenda atriz e sua presença na minha vida.
A
conheci em 1992, na novela “Deus nos acuda”, de Silvio de Abreu. Na época não
descobri seu nome, tão pouco sua trajetória nos palcos e nas telas, só sabia
que gostava daquela moça alta e encantadora que fazia par romântico com Diogo
Vilela na trama das 19:00 horas.
Três
anos mais tarde, 1995, assistia sem prestar atenção ao Vídeo Show, programa
atualmente extinto da Rede Globo, uma matéria sobre braços direitos, ou anjos
da guarda de artistas me fez olhar para tela. Renata Ceribelli, repórter do
programa em São Paulo, entrevistou Olívia, secretária de Marisa Orth. Para mim
esse nome soou como de cantora.
Neste
mesmo ano ao folhear uma um exemplar da Revista Veja, parei numa página mais, ou menos
no meio por conta de uma fotografia
bonita, bem feita, resolvi ler a reportagem de duas páginas. Era sobre a peça “Três
Mulheres Altas”, de Edward Albee. No espetáculo Marisa, aquela que achava ser uma
cantora, dividia o palco com Beatriz Segall e Nathalia Timberg. "É uma atriz,
então?" E que presença de palco! Não sabia o que era isso, mas percebi na foto.
Ainda
em 1995, no episódio “Sexo na cabeça” da “Comédia da vida privada”, programa de
comédia adaptado de textos de Luis Fernando Verissimo, exibido às terças-feiras
pela Rede Globo, lá estava ela: Marisa Orth, dando vida à Beatriz.
No
ano seguinte, no programa humorístico “Sai de Baixo” da mesma emissora, ela
ganhou meu coração de vez. Magda abriu caminho para que sua intérprete entrasse
na minha vida para sempre. Também foi ali que descobri que a moça canta que um
espetáculo! E olha que eu que interessei pelo programa por causa da Aracy Balabanian.
Daí
para frente uma pequena nota com seu nome despertava meus sentidos a uma
distância quase humanamente impossível
de ser vista a olho nu. Recortes de jornais antigos, uma notinha qualquer numa
revista tudo era imediatamente percebido e guardado com uma avidez
impressionante.
Até
hoje acompanho sua carreira, seus trabalhos, sua vida. Ela sempre me surpreende, seja fazendo a engraçada e me matando de rir, seja numa quebra do humor
para a comoção como só ela sabe fazer, seja vivendo o drama de mãe que batalhou
para criar os quatro filhos, ou no palco cantando as aventuras e desventuras do
amor.
Sua
história, é comédia, é drama,é teatro, é cinema, é música é poesia. Sua
história me inspira, ela é um exemplo de mulher, que além de tornar minha vida
mais alegre, me proporcionou o convívio com pessoas incríveis que quero levar
por toda minha vida.
Nair
Gevezier 01/05/2019.
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