Se me pedissem um retrato da infância, descreveria os bolos de terra que fazíamos, e confeitávamos com flores roubadas de alguma jardineira. Também poderia descrever as tardes de domingo, nas quais brincávamos de pique bandeira, ou jogávamos queimada. Comemorávamos, às vezes, brigávamos, até a noite derramar sobre nós o seu véu bordado de estrelas, e cada um procurar o caminho de casa.
Naquela época, ser adulto, ou melhor, gente grande, parecia um tempo tão distante, um espaço enorme a ser preenchido pelo tempo. Mas passou rápido demais! Tão rápido que nem me dei conta quando foi que cresci.
Do dia para a noite, minhas preocupações mudaram, e pouco a pouco foram consumindo meu tempo. Mal acordo na segunda-feira, pisco os olhos..., ops! sexta-feira. A semana passou, o mês passou, o verão foi escaldante, já é outono.
A vida passa rápido demais. Num instante o instante o intervalo entre infância e vida adulta é atravessado. Coisas das quais, até cinco minutos atrás não abria mão, agora já não fazem sentido.
Valorize cada momento, cada sorriso, aproveite o máximo cada gentileza. Porque são essas passagens que compõe a música da sua vida. São desses momentos que a sua história é escrita.
Nair Gevezier 06/05/2017.
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