Boa noite!
Estranho e maravilhoso o hábito da comunicação. Eu só conhecia o básico da Língua Portuguesa: sabia os sinais de pontuação os quais a escola nos ensinam quando somos alfabetizados; mesmo assim consegui falar de amor. Não amor chavão que a gente escuta por aí, nem um amor carnal, eu falei do amor Ágape, aquele amor universal, incondicional, que só Cristo conseguiu sentir pela humanidade.
No ano de 2000, participei de um festival de poesias cujo tema era o amor. Não o amor carnal, mas sim o amor fraternal. Para minha surpresa consegui falar de amor de uma forma universal, um profundo amor pela humanidade. Não especifiquei o amor da mãe pelo filho ou vice-versa, não falei de amor de adolescentes, apenas falei de amor, e deu certo: venci o festival em primeiro lugar e me apaixonei pela escrita.
Mais tarde me decepcionei e não consegui mais escrever. A Gramática Normativa impõe regras, nos corrige de tal forma inibindo talentos. Para escrever é preciso amor pelas palavras e este ao contrário daquela, não dita regras, seja de que maneira for, apenas flui e deixa acontecer. Assim poderia ser a escrita... naturalmente.
Nair Gevezier 25/09/2014.
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