Todo tormento que lhe causei
no início por brincadeira
Tornou-se uma grande paixão.
na minha vida, a mais verdadeira.
Quando nos teus olhos via medo
e com isso me divertia.
Não percebia que me apaixonava
no instante que te seduzia.
Inutilmente tentei fugir
da paixão que me invadia.
Por defesa, fingia-me de forte
acreditando que te protegia.
Resolvi obedecer a natureza
é sempre o melhor a fazer.
Lutar contra o destino é inútil
só tristezas pode trazer.
Nosso amor vai ser eterno
nada vai mudar
Não posso lutar contra o que sinto
Agora como antes:
faço o que a natureza mandar.
Nair Gevezier 23/02/2018.
Sempre é tempo de recomeçar
Muitas vezes achamos que tudo está perdido, o sonho acabou e nada mais resta. Porém esquecemos que estamos vivos e por mais que as coisas estejam ruins há sempre um recomeço.
Enquanto houver oxigênio haverá problrmas, e é um bom sinal, pois nos problemas estão os maiores desafios e estes nos fazem sentimos vivos.
Enquanto houver oxigênio haverá problrmas, e é um bom sinal, pois nos problemas estão os maiores desafios e estes nos fazem sentimos vivos.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
domingo, 18 de fevereiro de 2018
Novo Apelo
Tanto tempo atormentado
Sentindo medo de pecar
Desesperado de desejo
querendo a tua pele tocar.
Não adiantava rezar
Nas minhas orações, você aparecia,
Ao fazer um pedido para a virgem no altar
Era os seus olhos que eu via.
Contigo conheci o amor
seus tormentos e delícias.
Enfrentaria o inferno se preciso
só pra ter de novo suas carícias.
Se pudesse voltar no tempo
não mudaria nada do que aconteceu.
Viveria tudo de novo
queria para sempre ser seu.
A melhor parte de mim
é a que dividi contigo.
Peço agora, como no início:
não vá embora, fique comigo!
Nair Gevezier 18/02/2018.
Sentindo medo de pecar
Desesperado de desejo
querendo a tua pele tocar.
Não adiantava rezar
Nas minhas orações, você aparecia,
Ao fazer um pedido para a virgem no altar
Era os seus olhos que eu via.
Contigo conheci o amor
seus tormentos e delícias.
Enfrentaria o inferno se preciso
só pra ter de novo suas carícias.
Se pudesse voltar no tempo
não mudaria nada do que aconteceu.
Viveria tudo de novo
queria para sempre ser seu.
A melhor parte de mim
é a que dividi contigo.
Peço agora, como no início:
não vá embora, fique comigo!
Nair Gevezier 18/02/2018.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
De Tieta para Ricardo
Se tu tivesses mil vidas
e a mim as entregasse
ficaria muito honrada
Mas talvez as recusasse.
Tu não conhecias a vida
aprendeu a amar comigo.
Não poderia estar preso a mim
quando em outro seio encontrasse abrigo.
Lutei contra esse sentimento
que dia e noite nos consumia.
Não podia te marcar para sempre
por isso te protegia.
Uma paixão assim, desmedida
julgava-me incapaz de sentir.
Sentia medo e estava feliz,
mas não podia te ferir.
Mesmo sendo proibido
por ti meu coração bateu.
Tudo que queria era ser sua
e sei que querias ser meu.
Se mil vidas tivesses
em todas elas te seduziria.
Só pra ter de novo o prazer
Da tua pele tocando a minha.
Nair Gevezier 16/02/2018.
e a mim as entregasse
ficaria muito honrada
Mas talvez as recusasse.
Tu não conhecias a vida
aprendeu a amar comigo.
Não poderia estar preso a mim
quando em outro seio encontrasse abrigo.
Lutei contra esse sentimento
que dia e noite nos consumia.
Não podia te marcar para sempre
por isso te protegia.
Uma paixão assim, desmedida
julgava-me incapaz de sentir.
Sentia medo e estava feliz,
mas não podia te ferir.
Mesmo sendo proibido
por ti meu coração bateu.
Tudo que queria era ser sua
e sei que querias ser meu.
Se mil vidas tivesses
em todas elas te seduziria.
Só pra ter de novo o prazer
Da tua pele tocando a minha.
Nair Gevezier 16/02/2018.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Cartas de amor: de Ricardo para Tieta
Se mil vidas tivesse
A ti as entregaria
Ao te ver tive certeza
que meu destino a ti pertencia.
Nos teus olhos eu via o mar
Teu sorriso já me conduzia
Eu buscava entre as santas
uma que contigo se parecia.
Um sentimento inocente.
Juro!
Tinha medo de lhe ofender
precisava ser puro.
Mas meus pensamentos me traiam
tu já estavas na minha alma
Seu olhar me envolvia
nada mais me trazia calma.
E assim cheio de medo,
teu perfume me entorpecia
Nos teus seios queria abrigo
Um misto de mar revolto e calmaria.
Naquele instante decisivo
"quem eu era ficou pra trás".
Tu eras minha perdição
Eu cada vez te querendo mais.
Se mil vidas tivesse
por ti queria morrer.
Nos teus seios ter abrigo
e nos teus braços renascer,
Nair Gevezier 14/02/2018.
A ti as entregaria
Ao te ver tive certeza
que meu destino a ti pertencia.
Nos teus olhos eu via o mar
Teu sorriso já me conduzia
Eu buscava entre as santas
uma que contigo se parecia.
Um sentimento inocente.
Juro!
Tinha medo de lhe ofender
precisava ser puro.
Mas meus pensamentos me traiam
tu já estavas na minha alma
Seu olhar me envolvia
nada mais me trazia calma.
E assim cheio de medo,
teu perfume me entorpecia
Nos teus seios queria abrigo
Um misto de mar revolto e calmaria.
Naquele instante decisivo
"quem eu era ficou pra trás".
Tu eras minha perdição
Eu cada vez te querendo mais.
Se mil vidas tivesse
por ti queria morrer.
Nos teus seios ter abrigo
e nos teus braços renascer,
Nair Gevezier 14/02/2018.
domingo, 17 de dezembro de 2017
Tieta do Agreste
Não tinha medo,
A Tieta do Agreste
Era o que todos diziam
Quando nas dunas
Se perdeu.
Deixou pra trás
Todo marasmo da cidade
Só pra sentir no seu sangue
A garra que Jesus lhe deu.
Quando menina
Só pensava em ser feliz
Ainda mais, quando o "ipicilone duplo "
Com Lucas aprendeu.
Era o terror da cidade
Onde morava
No sonho de todos os homens
A Tieta apareceu.
Não ia muito à igreja,
Porque não
Precisava rezar.
Sentia que era mesmo diferente
Sentia que aquele ali não era seu lugar.
Ela queria com Lucas viajar
No Agreste não tinha nem televisão,
Mas ele era um homem do mundo
Por isso não alimentou sua ilusão.
Corria à noite toda cidade
De tanto brincar de médico
Aos doze era professora.
Bem jovem foi expulsa à pauladas
Onde aumentou seu ódio
Diante da sociedade repressora.
Não entendia como a vida funcionava
Por ser livre agora conhecia a dor
Sozinha no mundo foi obrigada
A se virar pelas estradas de Salvador.
E passando muito aperto
Decidiu que pra São Paulo
Ela iria viajar.
Conseguiu uma passagem
Não podia perder oportunidade
De sua vida recomeçar.
Ela pensava:" estou indo pra São Paulo
Nesse país lugar melhor, não há
Meu pai enxotou a própria filha
Foi um jeito de me libertar.
"
E Tieta começou sua saga
Num ônibus entrou para a capital
Ela ficou bestificada com a cidade
Saindo da rodoviária pegou a marginal.
"Meu Deus, mas que cidade incrível! "
Agora é só começar a trabalhar
Fazer programa, rodar a bolsinha
Ganhava cem por mês na Rua Augusta.
Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Ganhar algum dinheiro de um rapaz trabalhador
Conhecia muita gente importante
Tornou-se a preferida de um comendador.
Um paulistano que vivia da indústria
E por Tieta foi se encantar
Seu nome era Felipe, ele dizia
Um negócio pra Tieta ia começar.
E a Tieta até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ela se alimentar.
O jeito foi se aproximar de Felipe
E a sua ajuda aceitar.
Ela não queria mais conversa
E como prometeu à Carmosina
Decidiu que ia se vingar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E o casarão de Higianopolis
foi inaugurar.
Logo, logo os boyzinhos da cidade
Souberam da novidade
"Tem vadia Boa aí. "
E Tieta ficou rica e acabou
Com todas cafetinas dali.
Fez amigos importantes
Frequentava a alta roda
Pra melhor se relacionar .
E já com muito dinheiro
Dos parentes e da cidade
Ela começou se lembrar.
Depois de muito tempo no Agreste pensou
E pra família mandou dinheiro
pela primeira vez
Um cheque gordo, no dia cinco
Passou a chegar todo mês.
Agora a Tieta era rica
Destemida e temida por toda capital
Não tinha nenhum medo de polícia
Esposas, políticos, playboy ou marginal.
Um belo dia decidiu voltar pro Agreste
Cumprir a vingança que um dia prometeu.
Ficou surpresa quando chegou à cidade
E escutou o boato: "Tieta morreu."
Ela conheceu o Ricardo
E com o coração do sobrinho mexeu.
Ricardo estava pra ser padre
Mas desistiu quando a tia conheceu.
Ele dizia que queria se casar
E pra Tieta sempre viver
"Minha cabra, pra sempre vou te amar
Só do seu lado eu consigo viver. "
Os dois se amaram,
Mas Perpétua resolve estragar tudo
E a Tieta ameaçar
"Se você não reparar o mal
Vou contar pra todo mundo
E da cidade mais uma vez te expulsar."
"Não sou louca de casar
Só pra te satisfazer
Se é dinheiro que tu quer
É dinheiro que você vai ter."
É melhor você sair da minha casa
Porque não vou ceder sua chantagem não.
Antes de sair Perpétua olhou com sangue nos olhos
E disse: você perdeu sua pose
Vai sair dessa cidade escurraçada como cão.
Mas o Ricardo resolveu
Voltar pro seminário pela Tieta se sacrificar.
E a Tieta entregou o testamento
Que dizia que ao morrer
Seu patrimônio os sobrinhos iriam herdar.
Perpétua dali pra frente
Decidiu que com Tieta ia acabar.
Foi quando um dossiê
Com o passado da irmã
Apareceu por lá.
Perpétua, beata sem vergonha
Organizou a cerimônia pra Tieta desmascarar
Odiava a irmã porque era quenga
E esse fato pra cidade ia contar.
Tieta do Agreste
Mas Sant'Ana tomou sua providência
Derrubando uma vela para dossiê queimar.
Não adiantou nada dizer que era quenga
Sem as provas ninguém ia acreditar.
Inconformada a Perpétua
Quis matar TietaCom as próprias mãos.
A Tieta então mostrou pra
Todo mundo que a irmã
Não tinha cabelo não.
O povo declarava que Tieta era santa
Porque sabia viver.
Até hoje é a trama mais polêmica
Que já passou na TV.
As pessoas não se conformam
Com o final que a história veio a ter.
Tieta conseguiu o que queria
Quando voltou pro Agreste
Querendo vingança fazer.
Ela queria provar pra toda gente
Que não faz mal ser contente
Que veio para a vida foi
Para viver.
domingo, 3 de dezembro de 2017
Ricardo e Tieta
Renato Russo um dia disse:
"Quem irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?"
Ricardo estava confuso
Perdido pelo mundo
Sem saber se ser padre
era sua vocação.
Em São Paulo a Tieta
preparava sua vingança
Sua volta tinha essa motivação.
Ricardo e a Tieta se encontraram
na igreja
quando achavam que ela havia morrido,
o Ricardo percebeu que a partir dali
Seu futuro estava comprometido.
Se hospedou na casa de Ricardo
e muitas visitas Tieta recebia.
Ricardo intrigado
só pensava em rezar:
"Com que santa
a tia se parecia?"
No escuro do corredor
a Tieta tropeçou
e o Ricardo amparou
De olho no que seu decote exibia.
E a Tieta ria, enquanto seduzia
o padreco que só queria agradar.
O Ricardo meio bobo
Só pensava em ir pro quarto
"No milho vou me ajoelhar".
Ela falava coisas de São Paulo,
para ele era uma miragem
O ricardo enlouqueceu
quando Tieta pediu:
"Me faz uma massagem!"
E os dois passeavam muito juntos
planejando construções pela cidade.
Olharam a lua juntos
e o Ricardo descobriu
o que era felicidade.
Mas não podiam ficar juntos
Eram tia e sobrinho
um romance proibido
pela sociedade.
Foi então, que Tieta desistiu da sua
vingança, e decidiu pra São Paulo viajar.
Ricardo enlouqueceu, sem saber o que lhe deu
invadiu o quarto e a tia foi beijar.
Tarde demais pra resistir
Tieta também estava afim
Nas areias de Mangue Seco
se entregaram enfim.
Ele desistiu do seminário
a paixão foi se entregar
aprendeu um novo abecedário
aumentou seu vocabulário
só para a tia agradar.
Os dois se amaram muito,
e também brigaram muito
muitas vezes depois.
Ele descobriu o medo e o ciúme
só pensava em seu perfume
e até casamento à ela propôs.
Descobriu um vulcão
quando discutiu a relação
dessas coisas passou a entender
quando depois de uma briga
o "ipicilone duplo" veio aprender.
Se amaram muito e muito
deixaram muita saudade
quando o temido fim
veio acontecer.
Mas eu acredito
que esse amor é infinito
e outro igual não há de ter.
"Quem irá dizer
Que existe razão
nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
que existe razão?"
Nair Gevezier 23/11/2017.
Versão parodiada da letra Eduardo e Mônica do grupo Legião Urbana.
"Quem irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?"
Ricardo estava confuso
Perdido pelo mundo
Sem saber se ser padre
era sua vocação.
Em São Paulo a Tieta
preparava sua vingança
Sua volta tinha essa motivação.
Ricardo e a Tieta se encontraram
na igreja
quando achavam que ela havia morrido,
o Ricardo percebeu que a partir dali
Seu futuro estava comprometido.
Se hospedou na casa de Ricardo
e muitas visitas Tieta recebia.
Ricardo intrigado
só pensava em rezar:
"Com que santa
a tia se parecia?"
No escuro do corredor
a Tieta tropeçou
e o Ricardo amparou
De olho no que seu decote exibia.
E a Tieta ria, enquanto seduzia
o padreco que só queria agradar.
O Ricardo meio bobo
Só pensava em ir pro quarto
"No milho vou me ajoelhar".
Ela falava coisas de São Paulo,
para ele era uma miragem
O ricardo enlouqueceu
quando Tieta pediu:
"Me faz uma massagem!"
E os dois passeavam muito juntos
planejando construções pela cidade.
Olharam a lua juntos
e o Ricardo descobriu
o que era felicidade.
Mas não podiam ficar juntos
Eram tia e sobrinho
um romance proibido
pela sociedade.
Foi então, que Tieta desistiu da sua
vingança, e decidiu pra São Paulo viajar.
Ricardo enlouqueceu, sem saber o que lhe deu
invadiu o quarto e a tia foi beijar.
Tarde demais pra resistir
Tieta também estava afim
Nas areias de Mangue Seco
se entregaram enfim.
Ele desistiu do seminário
a paixão foi se entregar
aprendeu um novo abecedário
aumentou seu vocabulário
só para a tia agradar.
Os dois se amaram muito,
e também brigaram muito
muitas vezes depois.
Ele descobriu o medo e o ciúme
só pensava em seu perfume
e até casamento à ela propôs.
Descobriu um vulcão
quando discutiu a relação
dessas coisas passou a entender
quando depois de uma briga
o "ipicilone duplo" veio aprender.
Se amaram muito e muito
deixaram muita saudade
quando o temido fim
veio acontecer.
Mas eu acredito
que esse amor é infinito
e outro igual não há de ter.
"Quem irá dizer
Que existe razão
nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
que existe razão?"
Nair Gevezier 23/11/2017.
Versão parodiada da letra Eduardo e Mônica do grupo Legião Urbana.
domingo, 5 de novembro de 2017
Marisa Orth em verso e prosa
Marisa Orth em verso e prosa
Queria fazer um poema
não tenho uma palavra forte
que rime com perfeição
com o nome Marisa Orth.
Essa musa inspiradora
que sempre demonstra coragem
estrela desde pequena
brincava de cantora na garagem.
Sua história em prosa e verso
daria uma epopeia
Se for contada desde criança
quando imitava Wanderleia.
Estudou Psicologia
Mas nasceu para atuar
Estrela também das piscinas
Antes de nas artes brilhar.
Já era conhecida nos palcos
quando conquistou a telinha
De cara encantou o público
Com a inesquecível Nicinha.
Outros papéis vieram
Valquíria, Bárbara, Beatriz...
Provando que tinha feito a escolha certa
Quando decidiu ser atriz.
Enfim, chegou o momento!
Um grande sucesso, não há como negar.
Essa moça tem talento
Deixa a Magda falar!
A história continua
Muitos fatos para contar.
Além de linda e competente
Ela ainda sabe cantar.
Uma voz marcante
onde toda sua arte se reúne
sucesso sempre garantido
seja com a Vexame, ou com o Luni.
Talento incontestável
na tragédia, ou no humor
Divina, nos fazendo ri, ou chorar
genial, cantando o amor.
Simpatia, humildade e elegância
Celebridade, porém realista
A todos encanta: seja vendendo na feira
Ou dando vida à fadista.
Nair Gevezier 05/11/2017.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
As cores da vida
As cores da vida
Em
algum lugar no tempo, um pintor tenta freneticamente pintar o ritmo da vida.
Risca na tela o sol esplendoroso, que faz questão de brilhar e mostrar ao mundo
que vida continua, apesar dos conflitos pessoais de cada um.
Interrompe
os traços do sol para testar novas cores. Tem que ser incríveis, para gravar na
tela o olhar da moça bonita que passou. Tarde demais! Ela já passou, e ele não
conseguiu guardar aqueles olhos de oceano, ou seriam de céu límpido?
Enquanto
ele mistura as cores, busca o tom exato para pintar o céu daquele dia, o vento
traz uma nuvem e modifica a paisagem. Deixa o céu para lá. Agora vêm duas crianças
de bicicleta. Equilíbrio sobre rodas. É a vida em movimento! Mas qual a cor
perfeita? Pensou demais, perdeu a cena, as crianças se foram.
Espera
aí, tem um senhor no banco da praça. Ele está só. Quais as cores pintaram seu
passado? Ali sentado, sozinho, seu presente parece tão sem cor, tão bege! E seu
futuro, será cinza?
Enquanto
busca a mistura perfeita, o tom ideal, o dia passa, e o pintor volta para casa
com a tela cheia de figuras inacabadas: um sol sem brilho, um olhar
indecifrável nos contornos de uma moça, os rabiscos de uma bicicleta e o esboço
de um velho que vê a vida acontecer.
De
quantos rascunhos construímos nossas vidas? Quantas coisas deixamos de viver
plenamente esperando o momento oportuno? Quantas pessoas passam por nossas vidas,
e nem nos damos conta da cor dos seus olhos?
A
vida é uma paisagem em eterno movimento. Por isso não dá para perder tempo
tentando encontrar a cor ideal, o momento certo e a tinta perfeita. O que
parece extravagante pode está na medida certa.
A
paisagem muda o tempo inteiro, e se não vivemos a cena ao vivo ela muda, e se
esperamos o momento ideal, a hora certa, nos tornamos espectadores da vida. E
às vezes desse ângulo, a vida pode parecer desbotada demais.
Nair
Gevezier 10/05/2017.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Viver
Viver
Viver é algo bem absurdo
É um salto de um trampolim
É um balé descompassado
Ao som do bandolim.
É uma eterna interrogação
É um não saber o que vem depois da curva
É olhar para o futuro e ter a visão turva.
É a arte da contradição
É um nunca estar satisfeito
É buscar a insanidade de uma paixão
Mesmo temendo seu efeito.
Nair Gevezier 09/05/2017.
domingo, 7 de maio de 2017
Retrato da infância
Se me pedissem um retrato da infância, descreveria os bolos de terra que fazíamos, e confeitávamos com flores roubadas de alguma jardineira. Também poderia descrever as tardes de domingo, nas quais brincávamos de pique bandeira, ou jogávamos queimada. Comemorávamos, às vezes, brigávamos, até a noite derramar sobre nós o seu véu bordado de estrelas, e cada um procurar o caminho de casa.
Naquela época, ser adulto, ou melhor, gente grande, parecia um tempo tão distante, um espaço enorme a ser preenchido pelo tempo. Mas passou rápido demais! Tão rápido que nem me dei conta quando foi que cresci.
Do dia para a noite, minhas preocupações mudaram, e pouco a pouco foram consumindo meu tempo. Mal acordo na segunda-feira, pisco os olhos..., ops! sexta-feira. A semana passou, o mês passou, o verão foi escaldante, já é outono.
A vida passa rápido demais. Num instante o instante o intervalo entre infância e vida adulta é atravessado. Coisas das quais, até cinco minutos atrás não abria mão, agora já não fazem sentido.
Valorize cada momento, cada sorriso, aproveite o máximo cada gentileza. Porque são essas passagens que compõe a música da sua vida. São desses momentos que a sua história é escrita.
Nair Gevezier 06/05/2017.
Contradições
Contradições
Nos tempos de criança, a preservação da fauna e da flora já eram assuntos discutidos na escola. O meio ambiente foi tema de muitas redações minhas. Redações estas que sempre tirava boas notas, modéstia à parte.
Só que, o que a professora não sabia, nem a minha consciência, era que ao voltar da escola, o alçapão já me esperava, pronto para ser armado e capturar mais um passarinho descuidado. Porque afinal de contas, quem precisava de proteção eram as aves da Amazônia e o mico-leão- dourado, não os pássaros do quintal da minha casa.
Para sorte dos tico-ticos, sempre fui afobada e acabava desistindo da armadilha antes que qualquer ave pudesse cair nela.
Certa manhã capturei um coleiro. Minha felicidade foi tamanha. Tinha mil planos para o bichinho. Troca-lo numa bicicleta, ou vendê-lo para comprar uma?
Não comercializei o coleiro, o passarinho habitou uma gaiola prateada durante dois anos e eu nem mais o olhava.
Certa noite foi roubado, nunca mais o vi.
Meses depois, após ler "Coração de vidro", de José Mauro de Vasconcelos, jurei para mim mesma que passarinho em gaiola nunca mais. Aprendi duas lições que trago comigo até hoje:
A liberdade é o bem mais precioso. Poder bater asas e voar, seja lá longe na Amazônia, ou no quintal de casa, é um direito que não deve ser roubado de ninguém.
Outra lição que aprendi com as prisões da vida, é que querer mudar o mundo e não mudar de atitudes, é a mesma coisa que proteger o meio ambiente em boas redações e engaiolar pássaros no quintal de casa.
Nair Gevezier 06/05/2017.
domingo, 23 de abril de 2017
Poema sem nome
Mulher que inspira
Idolatrada em
todo país
A Spectaculu
criou
Por uma
juventude mais feliz.
Atriz, cantora, apresentadora
Nos palcos
presença forte
Com seu
encanto e carisma
Uniu pessoas
do Sul ao Norte.
Ritmo perfeito
Vai da
comédia ao drama
Nos faz rir, contando
piadas
Lacra,
cantando Lama.
Inspirou várias gerações
Um talento
sem igual
Estreitou
relações
Do Brasil a
Portugal.
Sensualidade natural
Que faz dela
um furacão
Verdadeira
mulher fatal
Brilho,
talento e explosão.
Atriz de multifaces
O palco é o
seu lugar
Atuando ou
cantando
Nasceu para
brilhar.
Olhar revelador
Diz exatamente,
quem é a intérprete, e quem é personagem
Já provou ao
mundo por A mais B
Que não está
só de passagem
Romance assunto que domina
Saber como
ninguém cantar o amor
Explica a
alma feminina
Com humor
retrata a dor.
Teatro, uma de suas paixões
Música, algo
que a completa
Cinema,
exercício de pequenos gestos
De toda arte
está repleta.
Houve dúvida sobre sua vocação?
Não. Já
nasceu atriz
Viver da
arte, e pela arte
É aquilo que
a faz feliz.
Nair Gevezier 23/04/2017.
sábado, 22 de abril de 2017
O mundo em paz, como seria?
Fico imaginando o mundo em paz
Como seria?
Sem atentados à Europa,
sem medo do tráfico, sem guerra na Síria?
Assédio, violência... acontecem o tempo inteiro,
Infelizmente de norte ao sul.
Não bastasse tudo isso
Ainda aparece a baleia azul.
Queria só por um dia
Não ouvir falar em corrupção.
Queria acreditar só por um momento,
Que o mundo tem salvação.
Nair Gevezier 21/04/2017.
Arte, ciência e religião
De tudo experimento um pouco:
Arte, ciência e religião
Mas, nenhuma dessas áreas explica
A loucura de uma paixão.
A ciência diz que é apenas alteração química
Para a religião é algo que precisa ser controlado.
No campo da arte, seja ideal ou física,
A paixão é um objeto que pode ser recriado.
Nair Gevezier 21/04/2017.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Folha e raiz
Folha e raiz
Viver preso à saudade
Pode tornar-te infeliz
Lembranças são como folhas
O vento leva
Saudade é como raiz.
Pode tornar-te infeliz
Lembranças são como folhas
O vento leva
Saudade é como raiz.
Mas se deixou saudade, foi bom
É gostoso lembrar
O que foi ruim de algum tempo se apaga
Não vale apena recordar.
É gostoso lembrar
O que foi ruim de algum tempo se apaga
Não vale apena recordar.
Saudade e felicidade
Da mesma árvore, folha e raiz
Sentir saudade é um jeito de reconhecer
Que de certo modo foi feliz.
Lembranças, folhas soltas
Que o vento espalha por aí.
O vento as leva e traz de volta
Para a saudade nutrir.
Nair Gevezier 09/04/2017.
Da mesma árvore, folha e raiz
Sentir saudade é um jeito de reconhecer
Que de certo modo foi feliz.
Lembranças, folhas soltas
Que o vento espalha por aí.
O vento as leva e traz de volta
Para a saudade nutrir.
Nair Gevezier 09/04/2017.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Mudanças
Olá,
aqui está o link para o arquivo:
https://1drv.ms/w/s!AuayxOgAbPcCiUWcmUS8GcOeaYTw
Compartilhado do Word para Android
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sexta-feira, 17 de março de 2017
sexta-feira, 3 de março de 2017
Longe demais para dizer "eu te amo"
Longe demais para dizer
“eu te amo”
Uma
caravana de artistas mambembes fez uma parada numa pequena cidade, onde a vida
das pessoas era muito pequena também.
Uma
jovem que se sentia infeliz com a vida que levava com a família se encantou com
o mágico e no dia da partida dos artistas resolveu seguir viagem com eles. Ela
desejava conhecer o mundo e essa era uma ótima oportunidade.
O
dono da companhia relutou, pois era mais uma boca para comer e mal tinham para eles.
Mas no final das contas acabou concordando. A jovem muito feliz subiu no
caminhão deixando para trás a família, que era tudo o que possuía.
Na
primeira parada, numa cidadezinha menor que a sua descobriu que os coelhos que
saiam da cartola do mágico precisavam de comida de verdade, faziam cocô de
verdade e era ela quem precisava atender a essas necessidades. Descobriu também
que antes dos possíveis aplausos que receberia da plateia teria que lavar a
roupa dos artistas, carregar água para o banho de todos e cuidar dos animais.
Chegou
o tão esperado dia: ia se apresentar como artista, não no espetáculo, mas
durante o dia fazendo panfletagem vestida de leão. O calor era escaldante, mas
estava feliz.
Cada
vez mais longe de casa, cada parada da caravana não durava mais que três dias, o
trabalho de levantar e desmontar acampamento já se tornava rotina. E toda
rotina se torna cansativa.
Atendendo
ao mágico descobriu que este e a bailarina eram mais que parceiros de cena.
E
as cidades por onde passavam? De nada tinham de diferentes da sua. Até quando
conheceu o mar, viu que seu encanto não era maior que sua imensidão.
Então
percebeu que a felicidade, ou a grandeza da vida não estão nos lugares
desconhecidos, não estão nas expectativas que criamos sobre pessoas, isso tudo
reside em nós mesmos. Nas pequenas coisas com as quais convivemos e de tão
perto não enxergamos.
Foi
aí que sentiu saudade de casa, da família, do quintal o qual reclamava tanto
para varrer. Percebeu também que nunca tinha dito “eu te amo”, aos pais, aos
irmãos. Estavam ali o tempo todo e ela nunca os viu, precisou que um mágico a
iludisse para enxergar a verdade.
Muitas
vezes temos a felicidade tão perto, mas tão perto que não a enxergamos, e
quando nos damos conta já estamos longe demais de casa, aí já é tarde para
dizer “eu te amo”.
Nair Gevezier 03/03/2017.
Crise
Crise
Crise,
O que mais ouço falar
Sons e poetas me distraem
Tento esquecer as contas para pagar.
Crise,
Difícil de rimar
Queria poder na música me exilar
E só reaparecer
Quando tudo terminar.
Crise,
De quem é a culpa?
Minha que gastei demais?
Sua, porque não soube votar?
De todos?
Será que não dá para voltar atrás?
Crise,
Palavra de som duro
Uma minoria levando vantagem
E a maioria pagando com juro.
Crise,
Será que dá para mudar a situação?
Será que o país ainda tem jeito?
Ou já caiu na aceitação?
Nair Gevezier.
Só por um instante
Só por um instante
Queria te propor
Esquecer a exatidão
Deixar de lado alguns detalhes
Impostos pela razão.
Só por hoje
Vamos sair desse quadrado
Esquecer das coisas práticas
E só querer amar e ser amado.
Esquece o aluguel
Esses compromissos tão fatais
Só por hoje
Vamos viver o prazer das coisas mais banais.
Nair Gevezier.
quinta-feira, 2 de março de 2017
E tudo se acaba...
E quando tudo acaba
Paixão esgotada
Peito vazio
Sensação de abandono
Olhar frio
Paixão intensa
Devastadora como um furacão
Chega abalando tudo
Desestabiliza o coração.
Parece que vai ser para sempre
Que nunca vai acabar
Do dia para a noite o fogo se aplaca
Deixando um vazio no lugar.
Para uns dura mais a sensação
Para outros: "sonho de uma noite de verão "
Quem fica curado primeiro não se importa
Com quem continua na ilusão.
Nair Gevezier.
Paixão, ah paixão
Paixão, ah paixão...
Paixão fogo que queima
Dilacera, arrebenta correntes
Aquece o peito dormente
Peito que agora vibra, sente.
Paixão ardente
Peito em chamas
Razão ausente
Emoção derrama.
Paixão doença que não quer cura
Derruba a razão, esconde a lógica das coisas
Só o ser amado procura.
Paixão doença que a alma consome
O corpo lateja
A vida festeja
A noite é insone.
Nair Gevezier.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
E se Tieta voltasse...
E
se Tieta voltasse...
Acabo de assistir aos 11
DVDs da novela Tieta, lançados pela Rede Globo.
Ainda sobre o efeito Tieta na minha vida, fico imaginando como
seria se a personagem título retornasse hoje para o Agreste? Como estaria o fim
de mundo 27 anos depois do seu primeiro retorno?
Provavelmente Sant’Ana do
Agreste já teria sinal WI-FI grátis para toda a população, o complexo turístico
idealizado por Ascânio e concretizado por Leonora, levara a cidade direto para
o século XXI. Conectados com o mundo os
habitantes da cidade desfrutam de redes socais, compartilham suas opiniões com
pessoas de todos os cantos do planeta e Tieta, ilustre filha da terra, tiraria
selfies com todos na sua chegada.
Em Mangue Seco também
poderia ter um spa de altíssimo nível, onde pessoas de vários lugares cuidam da
beleza num local de clima agradável e paisagem tranquila: “um paraíso na
terra”. O comércio vendendo todas as marcas, estilistas e modelos famosos
negociando com “as mulheres do Agreste”, seus modelos exclusivos que são o
maior sucesso.
Imagino também, bem lá na
intimidade dos meus pensamentos mais secretos, que Tieta, mesmo sem saber,
levou de Sant’Ana do Agreste uma lembrança da última vez que fez amor com
Osnar. Ela pode ter viajado grávida da sua última aventura amorosa em Agreste,
e só descoberto em São Paulo. Como já havia aberto mão de seu amor, resolveu
não dizer nada, deixa-lo ser feliz com Carol, afinal ela era Tieta do Agreste,
e poderia muito bem criar uma filha sozinha. Eu disse filha? É disse, gosto da
ideia dessa criança ser uma menina, que volta agora com a mãe para a terra onde
foi concebida, para conhecer suas raízes e saber quem é seu pai.
Sempre que assisti Tieta, e
mesmo depois de ler o romance de Jorge Amado, jamais consegui entender porque a
personagem título nunca teve filhos. Na novela exibida pela Rede Globo, em
diálogo com a amiga Carmosina, ela diz que nunca quis. Não querer filhos
morando em São Paulo e aprendendo a se defender da vida é uma coisa, mas antes
no Agreste quando era uma cabritinha solta vivendo a vida, sem poder escolher,
ter ou não ter filhos, como as cabras, se nos dias atuais, com todo tipo de
informações adolescentes engravidam ‘sem querer”?
Nessa trajetória, Luísa, sim
Luísa é um bom nome, vai descobrindo a história de sua mãe, seus amores, seus
sucessos, seu reencontro consigo mesma no decorrer de uma vingança que
aparentemente não aconteceu, mas que foi em grande estilo.
Talvez Ricardo, no meio de
uma crise no seu casamento com Maria Imaculada, se apaixone pala prima, assim
como se encantou pela tia.
Leonora Cantarelli, com três
filhos, é uma bem sucedida empresária, e com o passar dos anos ninguém se
lembra mais que ela era uma herdeira rica, filha de comendador. Só Ascânio sabe
de seu passado. Teme um pouco que com a volta da mãezinha, que os filhos
queiram saber mais sobre a vida da mãe e seu passado paulistano.
Mas por que será que Tieta
voltou para a cidade tanto tempo depois? A pergunta é a mesma da primeira vez.
Na minha humilde opinião, com fantasmas do passado rondando seus sonhos: Zé
Esteves tangendo as cabras, a Tieta Cabrita pastora de cabras, que se divertia
nas dunas de Mangue seco, Perpétua do além querendo revanche. Sendo assim,
Tieta percebe que chegou a hora de voltar para Sant’Ana do Agreste, é chegado o
momento de revelar a Osnar que eles tiveram uma filha, rever seus amigos,
principalmente Carmosina que vive feliz com Gladistone e a filha Vitória.
Carmosina é a única pessoa
da cidade que sabe o real motivo da volta da amiga, assim como da outra vez, e
se preocupa com isso.
Vitória, filha de Carmô,
diferente da mãe é namoradeira, tem um restaurante de comidas típicas na
cidade. Herdou o talento da avó para a arte da culinária. Devido ao advento da
tecnologia é muito amiga de Luísa, apesar da distância.
Voltando a falar de Luísa,
esta é uma renomada estilista. Possui uma famosa grife em São Paulo: Madame
Antoainete , uma maneira de homenagear a mãe e mostrar o quanto se orgulha
dela. Em sua estadia em Agreste, inspirada nas belas paisagens decide criar uma
coleção moda praia: Tieta do Agreste.
Sant’Ana do Agreste pode ser
” o primeiro mundo no fim do mundo” , mas uma coisa não mudou: A hipocrisia das
pessoas, os preconceitos. O mundo apesar de toda evolução tecnológica, continua
igualzinho a 1989. Nada, ou pouca coisa mudou.
E assim, naquela época Tieta
se vingou em grande estilo: na hipocrisia das pessoas. Estas preferiram fechar
os olhos à verdade e se deitar na cama de dinheiro feita pela heroína.
Nair Gevezier, 10/01/2017.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
Lá vem ela
Lá vem ela
Lá vem ela
Alegrando a mocidade
Encantando a Portela
É só felicidade
Desfilando na avenida
Glamour e humildade.
É Carnaval,
Mas para ela
Brilhar é normal
Nos palcos, na música, ou na tela
Sua luz é natural.
Estrela por natureza
Já nasceu atriz
Marisa, mulher que inspira
Deusa, musa, Imperatriz.
Poderia ter sido destaque
Da Mocidade, Portela, ou Beija- flor.
Mas vibrou e iluminou com os Capoeira
O bloco do seu amor.
Quando sobe no palco
É uma aparição
Marisa Orth, artísta completa
Musa, rainha e nossa inspiração.
Nair Gevezier.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Politicamente Correto
Politicamente correto
Diga!
Não
diga!
Essa
palavra não pode!
Antes
de dizer pense,
Melhor,
não diga!
Apenas
siga!
Siga
o manual
Fale
apenas o que ele diz!
Favela
não, comunidade
No
vocabulário atual
É sinônimo
de passividade.
Trocam
o nome das coisas
Suavizam
a realidade
A pobreza,
a violência continuam
Chamando
de favela, ou comunidade.
Muda-se
o nome das coisas
Melhora
a “aparência”?
É
certo?
A
palavra nova atende ao politicamente correto
Mas não
cura a carência.
Podam
o vocabulário para não ofender
Pois
é.
Cortam
palavras, cortam termos
Cortam
até a “cabeleira do Zezé”.
Nair
Gevezier
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Crônica do desemprego
Crônica do desemprego
Há
dois meses desempregada, vou até à prefeitura de uma pequena cidade falar com o
prefeito. Quem sabe não estão precisando de alguém com o meu perfil profissional?
Na
recepção lotada, vejo jovens mães com 3, ou mais filhos, mulheres de meia idade
que precisam realizar exames mais complexos e a secretaria de saúde não pode
liberar, então vão falar diretamente com o prefeito.
Sentada
lendo um romance enquanto espero, percebo uma mãe com um bebê no colo, olho em
volta e ninguém cede o lugar, chamo sua atenção: “moça, pode sentar aqui.” Ela
agradece sentando. Agora de pé com currículo em punho aguardo minha vez.
É
muito comum nas pequenas cidades (creio que nas maiores também), políticos se
elegerem na base da troca de favores: o candidato pede apoio de determinados
grupos dentro da comunidade e em troca emprega pessoas indicadas por determinados
membros desse grupo. O famoso QI, quem indicou; quatro anos depois muda o
governo e várias pessoas ficam desempregadas. Meu caso.
Saio
da entrevista sem muita esperança. Na saída atravesso a recepção ainda lotada,
quantos pedidos, quantos favores cobrados naqueles olhares que esperam uma
ordem do prefeito para que seu exame seja autorizado, ou querem de volta o
cargo perdido? ”pois existem muitos na fila e o meu caso é urgente, não posso
esperar. Por isso Sr. Fulano conseguiu essa hora para mim”, “eu era funcionária
da prefeitura, trabalhava direito, mas daí mudou o prefeito...”
E
assim a história política do Brasil vai sendo escrita. Um candidato favorece um
grupo, esse grupo o elege a base de favores pessoais e ninguém pensa no povo. O
candidato quando eleito esquece que está naquele cargo representando o povo, e
o povo esquece de si próprio quando prefere resolver um problema imediato
elegendo um representante em troca de um favor.
Chegando
em casa fui para a internet. Enquanto não consigo trabalho e ainda posso me
manter conectada, assisto Bye bye Brasil, me impressiono em ver que 37 anos
depois de seu lançamento, o país não mudou quase nada sua situação de pobreza.
E o povo brasileiro agora mais de nunca vive como os artistas da Caravana
Rolidei, fazendo o que pode para sobreviver.
Nair
Gevezier 22/02/2017.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
E a ocasião fez a paixão
E a
ocasião fez a paixão
Para ele era tudo descoberta
Para ela brincadeira, talvez
No corpo dele sinais de alerta
Ela sentia-se como se fosse a primeira vez.
Para ela brincadeira, talvez
No corpo dele sinais de alerta
Ela sentia-se como se fosse a primeira vez.
Mas era proibido
Um amor que jamais poderia acontecer
Tentaram se afastar
Pois ninguém iria entender.
Um amor que jamais poderia acontecer
Tentaram se afastar
Pois ninguém iria entender.
Ele puro, inocente
Ela ardente, mas incapaz de amar...
Enredados por uma paixão
Que nada seria capaz de aplacar.
Ela ardente, mas incapaz de amar...
Enredados por uma paixão
Que nada seria capaz de aplacar.
E a paixão se realizou
Pouco a pouco os consumia
Ela sabia que não era certo
E mesmo assim, o seduzia.
Pouco a pouco os consumia
Ela sabia que não era certo
E mesmo assim, o seduzia.
Um dia o sonho acabou
O que era bonito se partiu
Só restou uma vaga lembrança
Do que cada um sentiu.
O que era bonito se partiu
Só restou uma vaga lembrança
Do que cada um sentiu.
O amor só dura o tempo que é justo
Começa e termina numa distração
Quase sempre é a mesma história
A ocasião faz a paixão.
Começa e termina numa distração
Quase sempre é a mesma história
A ocasião faz a paixão.
Nair Gevezier.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Simbologia do Lenço
Simbologia do lenço
Completamente
envolvida pelo clima de Tieta, que invadiu as redes sociais nos últimos dias,
devido sua reprise, sou impulsionada a fazer minhas considerações.
Apaixonada
pela trama de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzson e Ricardo Linhares,
inspirada no romance de Jorge Amado, sempre assisto com avidez a todas as cenas.
Detalhista que sou, a primeira coisa a qual observo é a ligeira semelhança entre
as atrizes que dividem a personagem título: Cláudia Ohana e Betty Faria. Ambas
tem sorrisos e olhos parecidos. Os olhos podem ter tido auxílio de
lentes, não sei, mas o sorriso. Escolha perfeita!
Mas
o principal detalhe que desperta minha atenção e me faz perder horas comparando
cenas é o lenço. O bendito lenço o qual Tieta “ganhou” do mascate quando este a
fez mulher nas dunas. O lenço de seda com o qual cobre a cabeça quando é
expulsa do Agreste.
Ao
retornar à cidade natal vinte anos depois, num carro esporte esbanjando luxo e
sensualidade,” vestida para matar”, Tieta usa para cobrir os cabelos o mesmo lenço
de seda em tons de vermelho e coral. Ela pode ter optado pela peça para
combinar com o figurino, pode ter comprado outro muito parecido, porque afinal
de contas, vinte anos passando por todo tipo de dificuldades até ser tornar
rica e poderosa o lenço não suportaria.
Outra
cena importante do folhetim onde o acessório brilhou foi quando Ricardo e Tieta
fizeram amor pela primeira vez nas dunas. Aí não teve jeito: o lenço foi levado
pelo vento forte de Mangue Seco.
Se
foi proposital ou não, a escolha dessa peça do figurino para cenas tão
significativas na trama, não sei, mas gosto de pensar que sim. Gosto de
acreditar que o lenço usado por Tieta nas cenas acima citadas é o mesmo, e que
o autor tinha uma intenção por trás disso. Tieta sempre gostou de coisas finas
e o lenço de seda que a seduziu e a fez seduzir o mascate simboliza que fora
feita para o mundo e que Sant’Ana do Agreste era pequena demais para sua beleza
e sede de viver.
Tieta
também é simbolizada pela luz elétrica, pois é graças à ela que a energia chega
para iluminar a cidade. Cidade esta que tem a rotina transformada depois de sua
chegada.
Ao
fim do último capítulo, uma tempestade de vento soterra a cidade, e eis quem surge para o “The end”: ele mesmo, o
lenço tão caro à Tieta é trazido pelo vento e fecha a tela de fim.
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