Sempre é tempo de recomeçar

Muitas vezes achamos que tudo está perdido, o sonho acabou e nada mais resta. Porém esquecemos que estamos vivos e por mais que as coisas estejam ruins há sempre um recomeço.
Enquanto houver oxigênio haverá problrmas, e é um bom sinal, pois nos problemas estão os maiores desafios e estes nos fazem sentimos vivos.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Lembrança, vinho e absinto

Bem aventurados são aqueles
que possuem péssima memória
pois nunca são assombrados
por fantasmas de sua história.

A lembrança está sedada,
dorme serena, ficou pra trás.
Um simples gesto a desperta
Com uma fome voraz.

Vem uma saudade, um desejo
de ter de novo o já vivido
um anseio de reviver
um tempo há muito já extinto.

Saudade que não larga
regada a vinho branco, ou tinto
que quase sempre é sufocada
num cálice de absinto.

Nair Gevezier 01/05/2019.

Elas me inspiram: Marisa Orth



Ela é linda, parece uma divindade, com seu talento e carisma me conquistou para o resto da vida.
Há uns meses atrás tinha eu a pretensão de escrever uma série de textos falando das divas que me servem de exemplo e inspiração na vida. Cheguei até tecer dois falando de Betty Faria e Aracy Balabanian, o próximo seria dedicado à Marisa Orth, pois é, seria, mas travei. Travei totalmente, não consegui encontrar palavras que pudessem contar a história dessa estupenda atriz e sua presença na minha vida.
A conheci em 1992, na novela “Deus nos acuda”, de Silvio de Abreu. Na época não descobri seu nome, tão pouco sua trajetória nos palcos e nas telas, só sabia que gostava daquela moça alta e encantadora que fazia par romântico com Diogo Vilela na trama das 19:00 horas.
Três anos mais tarde, 1995, assistia sem prestar atenção ao Vídeo Show, programa atualmente extinto da Rede Globo, uma matéria sobre braços direitos, ou anjos da guarda de artistas me fez olhar para tela. Renata Ceribelli, repórter do programa em São Paulo, entrevistou Olívia, secretária de Marisa Orth. Para mim esse nome soou como de cantora.
Neste mesmo ano ao folhear uma um exemplar da Revista Veja, parei numa página mais, ou menos  no meio por conta de uma fotografia bonita, bem feita, resolvi ler a reportagem de duas páginas. Era sobre a peça “Três Mulheres Altas”, de Edward Albee. No espetáculo Marisa, aquela que achava ser uma cantora, dividia o palco com Beatriz Segall e Nathalia Timberg. "É uma atriz, então?" E que presença de palco! Não sabia o que era isso, mas percebi na foto.
Ainda em 1995, no episódio “Sexo na cabeça” da “Comédia da vida privada”, programa de comédia adaptado de textos de Luis Fernando Verissimo, exibido às terças-feiras pela Rede Globo, lá estava ela: Marisa Orth, dando vida à Beatriz.
No ano seguinte, no programa humorístico “Sai de Baixo” da mesma emissora, ela ganhou meu coração de vez. Magda abriu caminho para que sua intérprete entrasse na minha vida para sempre. Também foi ali que descobri que a moça canta que um espetáculo! E olha que eu que interessei pelo programa por causa da Aracy Balabanian.
Daí para frente uma pequena nota com seu nome despertava meus sentidos a uma distância quase humanamente  impossível de ser vista a olho nu. Recortes de jornais antigos, uma notinha qualquer numa revista tudo era imediatamente percebido e guardado com uma avidez impressionante.  
Até hoje acompanho sua carreira, seus trabalhos, sua vida. Ela sempre me surpreende,  seja fazendo a engraçada e me matando de rir, seja numa quebra do humor para a comoção como só ela sabe fazer, seja vivendo o drama de mãe que batalhou para criar os quatro filhos, ou no palco cantando as aventuras e desventuras do amor.
Sua história, é comédia, é drama,é teatro, é cinema, é música é poesia. Sua história me inspira, ela é um exemplo de mulher, que além de tornar minha vida mais alegre, me proporcionou o convívio com pessoas incríveis que quero levar por toda minha vida.
Nair Gevezier  01/05/2019.
    


   

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Teu rosto

Teu rosto é uma pintura
Cujos traços o tempo desenhou.
Teus olhos guardam mistérios e doçura
De quem muito viveu e muito amou.

No coque, fios desbotados
No sorriso, marcas de expressão.
Alguns desejos nunca revelados
Que só quem sabe é o coração,

Não és mais aquela
Que arrancava suspiros na rua.
Porém serás sempre bela
Como os encantos da lua.

Se te desnudas da vaidade
Acreditas da beleza está despida.
Mostrando-te como és de verdade
É de beleza que estás vestida.

Nair Gevezier 28/02/2019.