Sempre é tempo de recomeçar

Muitas vezes achamos que tudo está perdido, o sonho acabou e nada mais resta. Porém esquecemos que estamos vivos e por mais que as coisas estejam ruins há sempre um recomeço.
Enquanto houver oxigênio haverá problrmas, e é um bom sinal, pois nos problemas estão os maiores desafios e estes nos fazem sentimos vivos.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Simbologia do Lenço

Simbologia do lenço
Completamente envolvida pelo clima de Tieta, que invadiu as redes sociais nos últimos dias, devido sua reprise, sou impulsionada a fazer minhas considerações.
Apaixonada pela trama de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzson e Ricardo Linhares, inspirada no romance de Jorge Amado, sempre assisto com avidez a todas as cenas. Detalhista que sou, a primeira coisa a qual observo é a ligeira semelhança entre as atrizes que dividem a personagem título: Cláudia Ohana e Betty Faria. Ambas tem sorrisos e olhos parecidos. Os olhos podem ter tido auxílio de lentes, não sei, mas o sorriso. Escolha perfeita!  
Mas o principal detalhe que desperta minha atenção e me faz perder horas comparando cenas é o lenço. O bendito lenço o qual Tieta “ganhou” do mascate quando este a fez mulher nas dunas. O lenço de seda com o qual cobre a cabeça quando é expulsa do Agreste.
Ao retornar à cidade natal vinte anos depois, num carro esporte esbanjando luxo e sensualidade,” vestida para matar”,   Tieta usa para cobrir os cabelos o mesmo lenço de seda em tons de vermelho e coral. Ela pode ter optado pela peça para combinar com o figurino, pode ter comprado outro muito parecido, porque afinal de contas, vinte anos passando por todo tipo de dificuldades até ser tornar rica e poderosa o lenço não suportaria.
Outra cena importante do folhetim onde o acessório brilhou foi quando Ricardo e Tieta fizeram amor pela primeira vez nas dunas. Aí não teve jeito: o lenço foi levado pelo vento forte de Mangue Seco.
Se foi proposital ou não, a escolha dessa peça do figurino para cenas tão significativas na trama, não sei, mas gosto de pensar que sim. Gosto de acreditar que o lenço usado por Tieta nas cenas acima citadas é o mesmo, e que o autor tinha uma intenção por trás disso. Tieta sempre gostou de coisas finas e o lenço de seda que a seduziu e a fez seduzir o mascate simboliza que fora feita para o mundo e que Sant’Ana do Agreste era pequena demais para sua beleza e sede de viver.
Tieta também é simbolizada pela luz elétrica, pois é graças à ela que a energia chega para iluminar a cidade. Cidade esta que tem a rotina transformada depois de sua chegada.

Ao fim do último capítulo, uma tempestade de vento soterra a cidade, e eis  quem surge para o “The end”: ele mesmo, o lenço tão caro à Tieta é trazido pelo vento e fecha a tela de fim.      

Nenhum comentário:

Postar um comentário